Coroa, cristão, nerd: a busca do amor na web

Agência Estado

14/04/201309h24

São Paulo – Coroa, gordinho, evangélico, deficiente, gay, emo, torcedor, nerd, adúltero ou funcionário público. Contrariando o ditado de que os opostos se atraem, milhões de pessoas procuram parceiros parecidos consigo mesmos em sites de relacionamento cada vez mais segmentados.

Aos 56 anos, a engenheira Iara Paes de Almeida estava cansada de receber, nos sites, cantadas de molecões aventureiros. Aderiu ao Coroa Metade, para pessoas com mais de 40. “Estou entre os que têm mais passado que futuro. Não quero brincadeira, quero relacionamento sério.”

Ela está separada há 20 anos e, com as duas filhas já adultas, começou a sentir cada vez mais falta de um companheiro. A inscrição no site teve resultado rápido. Hoje é cortejada por um homem de 56 anos, um de 62 e outro de 65. Um deles largou na frente e já fala pelo telefone com Iara. “Não quero relacionamento virtual. Quero um cara que vá ao cinema, ao teatro, a shows.”

Há pouco mais de quatro meses no ar, o site tem 17,4 mil cadastrados. O criador da página, Airton Gontow, de 51 anos, se inspirou ao reencontrar amigos que não via havia 30 anos em uma festa. Mais da metade estava separada. “Escutei muito durante a festa: ?Eu conheço mulher fácil, saio para night. Companhia eu encontro, mas companheira não?”, disse Gontow.

A onda de segmentação fez com o arquiteto de informação Maicon Santos, de 30 anos, criasse 11 redes sociais diferentes. O Na Medida reúne o Amor de Peso, Amor de Idade, Amor Nerd, Amor Vital (para soropositivos), Amor Normal (para deficientes), entre outros. A maioria dos sites faz cadastro gratuito e cobra por vantagens, como mandar mais mensagens e poder colocar mais fotos no perfil.

Sites de namoro listam pretendentes e mostram compatibilidade do casal; conheça opções20 fotos

Quem está solteiro e querendo se aventurar nas buscas por um par no mundo online tem centenas de opções de sites, ferramentas e aplicativos que podem ajudar na tarefa. Selecionamos alguns mais tradicionais, mas há também opções para quem está acima dos 40 anos, já tem filhos ou faz parte do público evangélico ou gay. Veja a seguir Leia mais Think Stock
eHarmony. A proposta do site é encontrar quem realmente combina com você. Mas para isso é preciso preencher um questionário bem extenso — com informações pessoais, como renda mensal, quantidade de eletrodomésticos, religião, etc — antes de começar a procurar um pretendente. Essa primeira etapa, chamada de “”estudo de personalidade””, é gratuita e, segundo o site, confidencial. Depois, é necessário pagar para usufruir do sistema que indica parceiros compatíveis e troca de mensagens
OkCupid. Para quem busca praticidade — e questionários de “”personalidade”” menos longos — há o OkCupid, que funciona tanto para acesso via web ou aplicativo no smartphone. Depois de preencher o perfil com informações como o que você faz da vida, em que você é bom, além de dizer quais livros, filmes, músicas gosta, há uma parte para mais detalhes sobre aparência e hábitos, e só então o questionário (você não precisa responder todas as perguntas). Em seguida, aparece a lista de pessoas “”mais compatíveis””. Vocês podem trocar mensagens, mas há um limite de armazenamento para guardá-las. Disponível grátis para Android e iOS
Coroa Metade. Como o nome sugere, o site é indicado para um público “”maduro e focado”” e só permite cadastros para pessoas que nasceram até 1973. Depois de fazer o cadastro, já é possível ver perfis compatíveis. Há planos de assinatura para ter acesso a recursos ilimitados (como chat em tempo real, melhor posicionamento nos resultados das buscas e visualização de quem visitou seu perfil)
Match.com. Mais um site tradicional de namoro online, o Match.com reúne cerca de 30 milhões de usuários no mundo e tem uma versão gratuita em português. Ao preencher o perfil, a pessoa já indica como é sua aparência, personalidade, gostos e hábitos, além de informar características que procura no pretendente. Há uma versão do Match.com como aplicativo para Facebook
Par Perfeito.O site é do mesmo grupo do Match.com e tem funcionamento bem semelhante. É possível fazer login com os dados do Match.com e o banco de perfis dos dois é compartilhado
G Encontros. Outro site do grupo Match.com, mas voltado ao público LGBT (Lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). Ao preencher o perfil gratuitamente, a pessoa já indica como é sua aparência, personalidade, gostos e hábitos, além de informar características que procura no pretendente
Divino Amor. Voltado ao público evangélico, o site tem cadastro gratuito e indica pessoas compatíveis para um “”namoro gospel””
Friend Finder. O funcionamento do site é bem simples, tanto que para começar você pode primeiro fazer uma busca por pretendentes e só depois se cadastrar. Depois, é necessário informar no perfil alguns dados como altura, tipo físico, etnia, se é fumante ou não, e interesses. Também é possível inserir uma descrição pessoal. Em seguida, você pode enviar uma mensagem ou uma “”piscadela”” para quem tiver interesse
Zoosk. O site permite fazer login com a conta do Facebook. Se quiser, dá para importar contatos do seu e-mail e convidar amigos da rede social (mas também é possível pular esses passos). Depois, é necessário preencher um formulário breve com informações como altura, tipo físico, religião, etnia, etc. A ferramenta mostra um “”carrossel”” com possíveis pretendentes e até mede a sua popularidade. Disponível também como aplicativo grátis para Android e iOS
Dating for Parents. Para quem já tem filhos, uma opção é o Dating for Parents. O usuário deve preencher um perfil gratuito com informações pessoais (aparência, fotos, texto de descrição, personalidade e estilo de vida). Também é possível gravar um vídeo (se você tiver uma webcam) explicando quem você é e que tipo de pretendente está procurando. Em seguida, pode buscar por parceiros por gênero, idade, localização, estilo de vida, estado civil ou características físicas
C-Date. Se a intenção não é ter um relacionamento sério, o C-Date ajuda quem procura apenas “”encontros casuais””. Segundo o site, existem 1,5 milhão de usuários cadastrados em todo o mundo
Are You Interested? (Facebook). No aplicativo para a rede social, é possível preencher um pequeno perfil com informações sobre músicas, filmes, programas de TV, livros, atividades, interesses favoritos. Também dá para adicionar mais fotos (além da principal do perfil), configurar notificações por e-mail e sincronizar os interesses com páginas que você curtiu no Facebook. Depois é só sair procurando por pessoas compatíveis em “”Matches”” ou pela busca do aplicativo
Flirchi (Facebook). O aplicativo tem funcionamento simples: fotos aleatórias são mostradas e você pode avaliá-las dando uma nota para a pessoa. Você pode ainda optar por “”dar uma piscadela””, “”beijar”” ou “”declarar o seu amor””. Você também pode ver quem visitou o seu perfil e quais foram as suas “”avaliações””
Cupid (Facebook). O aplicativo permite pesquisar perfis escolhendo idade e localização (por país ou cidade). É possível refinar a busca por tipo de relacionamento que está procurando, orientação sexual e características físicas. Se quiser, pode enviar um “”wink”” (piscadela), uma mensagem ou um “”cupido””
Relationbook (Facebook). Se a intenção não é conhecer alguém totalmente “”estranho””, o Relationbook pode ajudar a mostrar quais dos seus amigos no Facebook estão disponíveis. Assim que você entra no aplicativo, ele mostra a lista de todos os seus contatos e os respectivos status de relacionamento. Dá para filtrar por solteiros, homens ou mulheres
Vai Pegar (Facebook). Parecido com o “”Bang your Friends””, o aplicativo ajuda quem tem alguma “”queda”” por um amigo ou amiga no Facebook. Ao ver a foto do usuário, você clica em “”Pegaria””. Se a pessoa também marcar você, os dois recebem uma mensagem. “”Ops! Temos um novo casal””
Grindr. Voltado ao público gay, o aplicativo grátis Grindr funciona como uma espécie de radar e mostra pessoas disponíveis para um encontro que estão a poucos metros de você. Para iOS, Android e BlackBerry
Tinder. O aplicativo grátis mostra pessoas disponíveis perto de você, que pode ainda ver o perfil da outra pessoa anonimamente. Se você tiver interesse em alguém, pode mandar uma mensagem para a pessoa e começar um bate-papo online. Para iOS
PoF. Com a filosofia “”o mar está para peixe””, o aplicativo gratuito Plent of Fish Online permite que você troque mensagens com outros usuários gratuitamente, mostra possíveis pretendentes por perto e quem andou olhando o seu perfil. Para iOS e Android

Felicidade
Santos comemora os resultados. “Recebi e-mail da mãe de um rapaz com síndrome de Down que contou que o filho conseguiu passar a se relacionar com outras pessoas.”

Sua criação mais famosa é o Namoro Estável, voltado para funcionários públicos. A servidora federal Adriana (nome fictício), de 36 anos, gostou da ideia. “Meu ex-marido não era servidor e vivia me ridicularizando. Sabe aquela história do cara que não passa em concurso e fica desdenhando?” Ela diz que entrou na página para procurar amigos. “Mas se aparecer aquele cara legal, por que não?”

Guetos virtuais
Os sites de relacionamentos para grupos cada vez mais específicos liberam pessoas tímidas para agir com mais naturalidade em meio aos iguais. No entanto, alertam especialistas, as páginas também criam guetos e a segregação pode acabar fazendo com que algumas pessoas caiam no tédio.

“Essa similaridade faz com que pessoas se comportem de forma mais natural e não fiquem na expectativa de ter um perfil diferente ou serem vistas como diferentes”, diz Thiago de Almeida, psicólogo especialista em relacionamento amoroso. “Mas, se não entram novos membros no grupo, as pessoas podem ficar desgostosas”, afirma.

A necessidade de encontrar iguais é antiga. Antes da internet, por exemplo, já havia os grupos de dança frequentados por idosos que acabavam formando novos casais. Depois, a primeira grande rede social a virar moda no Brasil, o Orkut, passou a desempenhar esse papel. “No Orkut, havia as comunidades de que você quisesse. Com a transposição para o Facebook, perdeu-se esse espaço”, afirma Andréa Jotta, professora do Núcleo de Pesquisa da Psicologia e Informática da PUC-SP.


Veja o que a foto do seu perfil no Facebook pode revelar sobre você.

Como é sua foto de perfil no Facebook? Você está sorrindo ou fazendo pose olhando para o além? Fotos com amigos, namorados, em viagens, de quando era mais jovem e até tiradas no espelho podem revelar traços de sua personalidade. Para saber o que o avatar das redes sociais pode dizer sobre você, conversamos com o economista e consultor de etiqueta e marketing pessoal Cláudio Pelizari, a psicóloga e psicoterapeuta Miriam Barros, especialista em psicodrama, e a diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) Andrea Huggard-Caine. Por Andrezza Czech, do UOL, em São Paulo Stefan Pastorek/UOL

Foto sorrindo: passa a imagem de que a pessoa é aberta, não tem medo de mostrar quem é, está feliz e entende que a rede social é para ser um espaço divertido e para fazer amigos, segundo a diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) Andrea Huggard-Caine. Para o consultor de etiqueta e marketing pessoal Cláudio Pelizari, fotos sorrindo e de braços cruzados, como aquelas de executivos, passam uma imagem um pouco arrogante.

Foto sério, olhando para o horizonte: a foto passa a ideia de uma pessoa com a autoestima elevada, o que não significa que ela seja arrogante, segundo segundo Cláudio Pelizari,consultor de etiqueta e marketing pessoal. Para a psicóloga Miriam Barros, a imagem passa seriedade, mostra que a pessoa é reflexiva, intuitiva e se preocupa em mostrar beleza. É possível que a pessoa queira passar a imagem de responsabilidade por ter contatos profissionais na rede, segundo a diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) Andrea Huggard-Caine. Stefan Pastorek/UOL

Foto tirada por outra pessoa sem que você notasse: por ser o tipo de foto mais natural, pode significar que a pessoa não é muito encanada com a aparência. É do tipo que prefere revelar sua espontaneidade e não se preocupa em mostrar quem realmente é para os amigos nas rede sociais, segundo a psicóloga Miriam Barros. Para a diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) Andrea Huggard-Caine, esse é o tipo de pessoa que não precisa de fotos retocadas para se sentir melhor, e é possível que atualize a imagem de perfil com frequência. Stefan Pastorek/UOL

Foto de quando era mais jovem ou criança: revela uma pessoa saudosista ou que não está segura com algo na vida. “Ela pode não estar tranquila com a idade que tem e, por isso, põe uma foto mais jovem”, diz a psicóloga Miriam Barros. Para o consultor de etiqueta e marketing pessoal Cláudio Pelizari, a foto usada no Facebook deve ser próxima da sua imagem atual. “Pode ser que a pessoa não tenha percebido que envelheceu e pegue uma foto de dez anos atrás. Mas isso faz uma diferença enorme”, afirma. Stefan Pastorek/UOL

Foto com o par: comum nas redes sociais, a foto com o parceiro é usada por quem tem orgulho de estar muito comprometido e faz questão de mostrar isso para as pessoas, segundo a psicóloga Miriam Barros. “É uma proteção excessiva, na qual se abre mão da individualidade, mas isso pode ser importante para algumas pessoas. O Facebook é um lugar em que ficamos vulneráveis a assédios de amigos, do “ex””. Para o consultor de etiqueta e marketing pessoal Cláudio Pelizari, por mais estável que seja o relacionamento, o ideal é que a foto do seu perfil seja individual. Stefan Pastorek/UOL

Foto com amigos: são pessoas que querem mostrar que são sociáveis e estão sempre rodeadas de amigos. Se a foto for dos amigos na balada, é sinal de que a pessoa valoriza muito a diversão. Para o consultor de etiqueta e marketing pessoal Cláudio Pelizari, essa imagem pode levar à interpretação de que você está sempre com o grupo e não faz nada sem ele. Já as fotos de balada, segundo ele, podem ser negativas se alguma empresa procurar seu perfil antes de decidir contratá-lo para uma vaga. Stefan Pastorek/UOL

Foto com a família: quem expõe uma imagem dessas na foto de perfil do Facebook quer mostrar para todos o quanto tem orgulho de seus familiares. É tipo de pessoa que coloca a família acima de tudo e sempre a valoriza. “É alguém que tem a necessidade de mostrar para os outros que tem a família para apoiá-lo, que não está sozinho”, afirma a psicóloga Miriam Barros. Stefan Pastorek/UOL

Foto em uma viagem: esse tipo de pessoa passa a imagem de ser culta, moderna e de aceitar culturas diferentes, segundo Andrea Huggard-Caine, diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos). Para o consultor de etiqueta e marketing pessoal Cláudio Pelizari, a foto geralmente é usada por alguém que quer mostrar um status que considera importante. “O Facebook é uma vitrine. As pessoas querem mostrar para onde vão e o que tem de melhor”, diz a psicóloga Miriam Barros. Stefan Pastorek/UOL

Foto tirada do seu reflexo no espelho: “Mais comum entre adolescentes, esse tipo de foto passa a ideia de ingenuidade. Se for uma pessoa de 15 anos, tudo bem, mas depois disso pode pegar mal”, diz o consultor de etiqueta e marketing pessoal Cláudio Pelizari. Para a psicóloga Miriam Barros, pode ser alguém muito preocupado com a estética. “Como é preciso procurar o melhor ângulo, a melhor forma de se mostrar, pode ser alguém com a vaidade aflorada. Por isso é comum que adolescentes tirem esse tipo de foto, porque há certa insegurança”, afirma ela. Stefan Pastorek/UOL

Foto tirada por você mesmo –e fazendo pose: é possível que seja uma pessoa prática, que não tinha outra foto para usar, segundo a psicóloga Miriam Barros. Já se esse tipo de foto é frequente e a cada semana a pessoa faz uma pose diferente, há vaidade envolvida. “Quem costuma usar esse tipo de imagem geralmente troca de foto e atualiza o perfil a todo momento. É alguém que quer mostrar como está vivendo o momento”, diz a diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) Andrea Huggard-Caine. Stefan Pastorek/UOL

Foto escondendo o rosto: cobrir parcialmente a face, usar uma foto sua de costas ou a imagem da sombra é sinal de que a pessoa não está com a autoestima em alta, segundo a psicóloga Miriam Barros. “Ela não está à vontade para se mostrar ou não gosta de algum aspecto da aparência dela”, afirma. Também pode ser o tipo de pessoa que não quer se expor para qualquer um. “Muita gente tem medo, não entende muito como funciona o Facebook”, diz a diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) Andrea Huggard-Caine. Stefan Pastorek/UOL

Foto com super efeito: se a pessoa usa tantos efeitos de Photoshop ou filtros no Instagram que mal parece ela mesma, mostra que não está tranquila com a própria imagem. Se as alterações nas imagens são mais leves, talvez seja alguém que entenda de tecnologia e queira mostrar como sabe manipular fotos, segundo a diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) Andrea Huggard-Caine. Stefan Pastorek/UOL

Foto de animais: para colocar a foto de um animal no lugar da sua imagem no perfil, é preciso que ele seja a coisa que você mais ama na vida e que você seja o tipo de pessoa que não quer se expor, segundo Andrea Huggard-Caine, diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos). Para o consultor de etiqueta e marketing pessoal Cláudio Pelizari, o ideal nas redes sociais é sempre colocar uma foto sua. Stefan Pastorek/UOL

Foto de uma obra de arte: pode ser alguém que não quer expor seu rosto nas redes sociais e é culto (ou quer parecer que é) usando uma obra de arte que fez, tem ou admira, segundo a diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) Andrea Huggard-Caine. Stefan Pastorek/UOL

Foto de campanha: para trocar sua foto de perfil para o símbolo de um partido ou movimento político é preciso ser alguém militante, que quer influenciar os colegas, segundo a psicóloga Miriam Barros. “É uma pessoa que é politicamente engajada e ativa, defende o ponto de vista com veemência e tem orgulho disso”, diz a diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) Andrea Huggard-Caine. Para o consultor de etiqueta e marketing pessoal Cláudio Pelizari, defender seus pontos de vista é interessante, mas fazer campanha nas redes sociais demonstra que a pessoa não tem ponderação. Stefan Pastorek/UOL

Como é sua foto de perfil no Facebook? Você está sorrindo ou fazendo pose olhando para o além? Fotos com amigos, namorados, em viagens, de quando era mais jovem e até tiradas no espelho podem revelar traços de sua personalidade. Para saber o que o avatar das redes sociais pode dizer sobre você, conversamos com o economista e consultor de etiqueta e marketing pessoal Cláudio Pelizari, a psicóloga e psicoterapeuta Miriam Barros, especialista em psicodrama, e a diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) Andrea Huggard-Caine. Por Andrezza Czech, do UOL, em São Paulo Stefan Pastorek/UOL

Evangélicos
O empresário Marcos Vieira, de 33 anos, notou que a internet serve para promover encontros há 14 anos, quando abriu seu primeiro site. Em 2009, notando a tendência de segmentação do mercado, criou o Romance Cristão, para evangélicos. Ele afirma que as histórias de casamento são muito mais comuns entre os frequentadores de igrejas. “São muito poucas as igrejas que têm encontros para grupos de solteiros. Às vezes, a pessoa que ela procura não está na igreja que frequenta, mas na do bairro vizinho ou na cidade vizinha”, afirma.

As vezes a pessoa pode estar ainda mais longe. O operador industrial Roberto Oliveira da Silva, de 35 anos, encontrou sua cara-metade no Ceará. O esbarrão só podia mesmo ser virtual. “Ela diz que minha foto apareceu na página dela e ela clicou. Então, eu entrei em contato com ela”, lembra Silva.

Depois do primeiro encontro na internet, as coisas andaram rápido para ele e Jéssica Gerliane Lima dos Reis Silva, de 22 anos. “Em três meses, a gente conversou, eu conheci a família dela, ela conheceu a minha e a gente marcou o casamento”, afirma. Detalhe: todo o namoro aconteceu pela internet.

Evangélico, Silva já havia sido casado antes e os dois relacionamentos não deram certo. Antes de marcar o novo casamento, os dois procuraram se conhecer o melhor possível, dentro dos limites que o computador impõe. “Para mim, não teve nenhuma diferença, tentamos tirar nossas dúvidas conversando pela internet”, disse. “Pelo Skype, eu mostrei meu ambiente familiar, ela mostrou o dela. Ela me viu fisicamente, ela se mostrou com a devida precaução, respeito”, diz.

Pessoalmente, o casal só foi se conhecer na semana do casamento, quando Silva pegou um voo para Fortaleza. “Ver a pessoa que você tanto quer. Foi um choque, mas não foi uma surpresa, porque a gente se conhecia”, diz.

O casamento aconteceu há dois anos. “Tive outros dois relacionamentos que não deram certo e, com ela, tudo funciona. Nós pensamos parecido, a gente almeja conquistar as mesmas coisas”, diz. A maior conquista do casal deve chegar em dois meses. E será um menino. O nome já está escolhido: Caleb Emanuel. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/agencia-estado/2013/04/14/coroa-cristao-nerd-a-busca-do-amor-na-web.htm

http://www.galanteio.com.br

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